domingo, 24 de fevereiro de 2013

gostaria que tivesse sido assim.....
Mais uma vez a minha mãe não me deixou ir de branco,porque eu me havia portado mal,e porque estava gravida!
Era tão menina,que na primeira noite para fazer xi-xi,e não fazer barulho para o "penico",pois tinha muita vergonha,fiz dentro do botim dele.!
Depois de uma primeira noite bastante frustrante,comecei a pensar que o Fernando só acedeu a casar comigo,porque naquele tempo,quem fizesse mal a uma menor,e não se casasse com ela,era preso.Por outro lado poderia exibir-me com orgulho aos domingos,nos bailes ou ns festas.Para
ter alguém que lhe fizesse a comida é que não era,pois eu nesse campo não percebia nada.......houve até um
episódio no dia a seguir ao nosso casamento.Eu queria mostrar que era uma grande mulher,e fui para a cozinha,fazer bacalhau cozido com todos......realmente eu pôs tudo mas,esqueci-me da água! Resultado cada um comia em casa dos seus respectivos familiares.Eu só tinha jeito para tomar conta da minha filha.
O desinteresse do Fernando começou talvez aí,mas eu também não me importava.Começou a arranjar amantes.Odiava-o?  Poderá parecer estranho.mas não consegui-a odiá-lo.Para se odiar alguém,é preciso que esse alguém nos magoe,nos faça mal.O Fernando não me fazia nada,e o problema era esse.....Eu
arranjei um emprego num depósito de comida para animais,na R: da Madalena.Deixava a minha filha na casa
da minha  mãe,comia e depois seguia para casa,isto durante oito meses! Cansei,até que um fim de mês,peguei no meu salário,comprei uma mala,uns óculos escuros,pôs algumas coisas mais íntimas na mala.deixei a minha filha com a minha mãe,e  fui para a rotunda do relógio,pedir boleia para Coimbra,sem antes retirar a aliança de casamento do dedo.Hoje a esta distancia,consigo ver,que com a cara de miúda que tinha e jeitosa como era,não me aconteceu nada de mal,derivado ao facto da mentira que arquítetei........   

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Talvez por estar desconfiado que alguma coisa se passava de anormal,porque eu continuei a sair com o João,porque eu gostava daquela cumplicidade,gostava daquela aventura.Era tudo muito diferente.......ele dizia-me coisas que o Fernando nunca me havia dito. Dizia que eu era bonita,que gostava de mim,e eu fui ao 1º encontro,e mais outro e ainda outro. Houve alguns beijos,mas,mais nada.Porém,o Fernando deve ter percebido que eu estava diferente,e por isso um dia levou-me outra vez ao seu prédio,e aí havia um andar que estava vazio há muito tempo.Limpou-o arranjou uns cartões,e levou-me para lá.O Fernando não tinha muita experiência em matéria de mulheres.
Tinha lido muitas revistas eróticas e tinha tido relações com duas raparigas nos bancos de trás dum velho "carocha",mas tratava-se mais de acrobacias eróticas do que sentimentos verdadeiros.
Teresa,não negara nem gemia.Ele olhou para ela,e o desejo voltou a acender-se.A vontade que tinha dela não consentia mais adiantamentos.Atirou-se para cima de mim,com o ardor dos seus 19
anos.Teresa gritou como um animal trespassado até à morte.Fernando retraiu-se aterrado. Havia 
sémen e sangue na bata que havia posto no chão.....
Foi só uma vez,depois desse dia não quis mais ir para lado nenhum com ele.Tudo se desmoronou
 a partir desse dia.
Infelizmente era tarde! Passados três meses comecei a sentir-me enjoada,tive uma infecção uriná-
ria, minha mãe quando me viu assim começou a dizer que queria levar-me ao médico. Esbaforida e
pensando que me iriam dar mais uma tareia  de cinto,fugi para casa duma amiga da minha mãe.   Contei-lhe o que tinha feito com o Fernando,e ela percebendo logo o que estava acontecendo,foi ter com a minha mãe e contou-lhe.Veio com o recado de que ninguém me bateria. Voltei!
Quando a barriga começou a crescer,e a minha mãe me chamou rameira,eu falei com o João e lhe
contei que estava grávida e que a nossa amizade tinha de terminar,pois eu ia-me casar. O João com lágrimas nos olhos,pediu-me que eu não me casasse,pois ele quando completasse dezoito anos,o faria. Não quis e ele foi embora. Passados oito meses chegou a autorização do Juiz dos Orfãos,e eu casei com o Fernando no dia 2 de Março,e a minha filha nasceu no dia 21 Abril.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Começamos por dizer ao meu "pai",que queria ir ao baile,(não eu mas,a minha "avó")e se eu a podia acompanhar,e assim eram todos os fins de semana.Hoje eu sei que não devia-mos ter sido tão fáceis.Quando ele me começou a levar para os jardins e me beijou,e me fez meter a mão nas algibeiras rasgadas.........eu,derivado à educação que recebia em casa,não fui capaz de dizer nada.Fazia apenas o que ele queria.Não havia romance,não havia ansiedade,não havia desejo.Então perguntarão porquê? Não sei!
Ainda hoje penso nisso e não sei responder.Talvez fosse porque queria ter alguém que dançasse comigo todos os domingos,que me fosse esperar à escola,que sai-se comigo e em frente ás colegas do 5ºano....não.
sei.
Nesse ano fomos passar férias para Colares,onde os meus pais tinham uma casa de férias.
Defronte da nossa casa,ficava a escola primária de Colares.No primeiro dia não o percebi mas passado algum tempo descobri,que havia um moço,(que mais tarde vim a saber que era o filho da professora),passados alguns dias,ele mandou-me um bilhete a dizer que gostaria de se encontrar comigo
em Lisboa,Dei-lhe o meu numero de telefone.Passado o Verão voltamos para Lisboa,
Como o Fernando tinha aulas dispersas das minhas,f ui ter com o João,que era o (filho da professora),ao castelo de São Jorge.Ele me tratava com todo o carinho,não insistia que eu lhe fizesse nada,a não ser acompanha-lo,conversar.E aí começaram as comparações.....e o Fernando perdia a olhos vistos.
Um dia disse-me que tinha de ir buscar umas coisas a sua casa que ficava na R;dos Sapateiros,na Baixa.
Ele morava no 5º andar,mas ao chegando ao 3º,ele parou,beijou-me e teve relações nas pernas comigo.
Tendo-me deixado toda suja de esperma.Limpámo-nos e ele levou-me até casa.Estavamos a despedir na esquina da Igreja de São Domingos,quando,apanho vindo não sei de onde uma bofetada,e um pontapé.
 Tinha sido apanhada pelo meu padrasto,e fui levada para casa à bofetada e ao pontapé,e aí ainda apanhei uma tareia de cinto.A minha mãe nunca se opôs.Sinto que toda a raiva começou aí.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Para compreenderem bem o que se passava comigo é necessário que se entenda o que foi a minha infância,no entanto,nem sequer posso dizer que a mesma terá sido horrível,porque não foi.
Tinha boa comida,um quarto só meu,bons vestidos,frequentava colégios particulares,tinha tudo,tudo menos
AMOR!
A minha mãe só queria agradar ao seu homem,o que nos anos 1950,era bem tolerado pelas mulheres sub-missas.No entanto,o que eu sentia,ou queria,não tinha qualquer impacto nos meus desejos de criança......até
na parte   intelectual os pais,tinham que fazer subtrair todos os desejos da criança.Era uma miúda cheia de
problemas,para verem bem quem eu era,digo-vos que uma vez na "Casa do Alentejo",onde tirei a primária,
apareceram os enfermeiros,para nos darem as vacinas,e eu como sempre fui medricas,fugi para cima do
telhado da escola,mas depois para sair de lá,tiveram que chamar os bombeiros! É claro que quando cheguei a casa a minha "querida mãe",deu-me uma tareia.Em 1954 tinha feito a primária,e inscreveram-me no Ateneu Comercial de Lisboa,talvez por ficar mais perto de casa,pois nós vivia-mos na R: Barros Queirós.
O 1ºano foi uma brincadeira,pois eu ainda vinha com as manias da primária.No segundo ano,comecei a entrar na realidade dos rapazes e raparigas,bailes e festas.Defronte da minha casa,existia uma "gingínha Rubi,onde os homens se juntavam para beber.Passado algum tempo dei por mim a reparar num rapaz de óculos que todos os dias estava lá olhando para mim.Eu tinha 13 anos,tinha cara de miúda mas,corpo de mulher.Não liguei muito ao principio,pois ele não fazia o meu género,mas,a pouco e pouco fui achando aquilo anormal.Cheguei a partir-lhe os óculos com uma cebola certeira.Mas,o homem faz e Deus desfaz.E aí começou o meu Karma!Ele escreveu-me a pedir namoro e eu aceitei.A minha "avó",topou tudo desde o principio,e foi nossa aliada.