sexta-feira, 26 de abril de 2013

Reviravolta

R: Cláudio Nunes - Benfica  
Aí acabaram as mentiras,aí acabaram as vindas a minha casa nos fins de semana.......
Mas,o ciúme ficou,e um dia o Ferreira apareceu-me com um anel de diamantes,pedindo-me para eu deixar o João,eu disse-lhe que não,e mais,perguntei-lhe se ele me queria comprar com a porcaria do anel?! Peguei depois nele e atirei-o varanda
abaixo! É claro que o Rodrigues e a empregada foram a correr para ver se o encontravam mas,nunca mais o viram.
Como as discussões fossem cada vez mais acesas,resolvi ir viver para Benfica,arranjei uma casa com a minha amiga Ivone,e comecei a mudar a pouco e pouco os meus pertences.E agora não resisto a contar uma coisa que me aconteceu quando estava a mudar as coisas.Um dia estando eu a arrumar  faltou a luz,e eu esquecendo-me que estava
 em robe,saí para a rua,para pedir lume,com uma vela na mão.Vinha um homem com uma lancheira ,que assim que eu lhe comecei a pedir lume,nem me deixou acabar de falar
atirou com a lancheira e começou a correr rua abaixo.
Só depois é que eu me dei conta que o homem devia de ter pensado que eu era uma alma do outro Mundo.
Eram três da manhã!
Durante muitos dias,talvez um mês ou mais,o Rodrigues não soube de mim,mas um dia foi ter com a minha amiga ao "Viena"e ela trouxe-o a nossa casa.Nessa altura a Ivone,tinha começado a andar com o Ministro da Educação,e ele aparentemente não queria mais ninguém lá em casa.Achei que era uma boa altura de garantir o meu futuro,e exigi,se ele me queria de volta,tinha que me pôr uma casa em meu nome, e mobilada.
Coitado,eu acho que ele era maluco por mim.O Rodrigues aceitou e fomos morar para um T2 no Rego.
  

1ª Casa na Av. de Roma

Av. de Roma    
Quando tinha que ter relações com ele,é que era pior!
As relações são estruturantes na nossa vida.Ganhamos sentido e identidade quando nos jogamos na relação com o outro.Ao longo da vida construímos e desconstruí-
mos muitas e variadas relações.
O que sentia era vergonha,medo,ira,impotência,pânico,desprezo,piedade,despeito,e repulsa.Mas,com estes fortes sentimentos em conflitos era com o que teria de debater-me se me permitisse sentir alguma coisa,preferia não sentir nada!
E assim continuava o nosso relacionamento.......
Até que um dia era final de semana,o João Paulo,veio ter comigo,e ficou o fim-de-semana.Sem eu me dar conta,no domingo,já tarde,estava o João a recolher as suas coisas para ir para a Ota,ouvi meterem chaves à porta.Só podia ser o Ferreira;o que me salvou,foi a casa ter uma varanda que dava a volta toda à casa,ou seja ia do meu quarto até à sala,e foi assim que o João Paulo,pegou na mala e enquanto o outro entrava ele saía pela sala.Mas foi um enorme susto!
Mas o assunto não ficou por ali,pois o João Paulo sem crer ,havia deixado a sua farda,no meu roupeiro.
Quando O Ferreira foi pôr o seu casaco,deu de caras com ela.Quis saber de quem era e eu.......disse-lhe!
Então ele com muita calma tirou-a e pôs-la no braço e disse-me para dizer ao dono da farda,se a queria teria de se encontrar com ele ás dez horas da noite ao pé da estátua do Marquês de Pombal.Quando o João
Paulo me telefonou,eu disse-lhe o que se havia passado,e ele foi ter com o outro ao local combinado.O Rodrigues devolveu-lhe a farda,mas até hoje não sei o que conversaram..........
Só sei que depois duma cena daquelas,comecei há procura de uma saída para a minha vida.Eu conhecia uma moça de nome Ivone,a quem contei a história.Ela deu-me de conselho esperar uma semana,se ele não aparecesse,como ela andava  à procura de casa,talvez nós pudesse-mos arranjar casa a meias.Esperei uma
semana,e quando eu começava a fazer as malas para me ir embora,um belo dia o Ferreira apareceu.
Perguntou-me:"Há quanto tempo dura isto?" E eu respondi-lhe:"Já há dois anos,como vês muito antes de tu chegares".Diz-me perguntou ele:"Se eu tivesse aparecido antes dele,ainda assim tu o aceitarias?" 
Aí eu tive pena dele,e menti-lhe: "Não,não teria"!
Ai acabaram as mentiras,aí acabaram as vindas  

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Ainda em Coimbra

Ainda Coimbra
Fui eu que tomei a iniciativa.Não me arrependo,nem hoje nem nunca.
Entreguei-me com uma sofreguidão,de carinho,de beijos,quando chegou a altura da penetração,só tive pena de não me ter mantido virgem para me entregar,àquele homem,que me punha louca de desejo.Acho que nenhum de nós conseguiu dormir.......ficamos cansados,suados,apetecia-me gritar,mas a minha boca era fechada com os seus beijos e as suas loucuras.Só já sobre a manhã conseguimos ficar nos braços um do outro dormitando......
Ficamos a trabalhar em Coimbra quase dois meses,e quase todas as noites ele ia-me buscar e voltava-mos a ficar na mesma pensão.Mas um dia a mãe da Lucy adoeceu e pediu à filha
que voltasse.Como tínhamos ido as duas achei que devia de voltar com ela.Dei-lhe antes de nos     despedirmos o Nº do telefone em Lisboa,e durante o ano que se seguiu,continuamos a nos encontrar.Todos
os Natal e fins de Ano,ele lá estava sem falta,até porque os seus anos era a 30/12.Partíamos copos ás 24h
para nos dar sorte e atirávamos janela abaixo.Mas a sorte não estava para aí virada pois foi com surpreza que recebi a noticia de que ele havia sido chamado para a tropa,e que ia assentar praça na aviação.Naquele tempo era assim,quem andasse a estudar e perdesse o ano,era logo mandado para a vida militar.
Aqui em Lisboa a vida não era "pêra doce,"eu tinha o quarto,comida e algumas prendinhas que gostava de dar à minha filha,e sem padrinhos não se conseguia arranjar empregos,comecei a frequentar bares,York
Lorde,Belocanto,e tantos outros.
Um dia,num desses bares,alguém me mandou servir uma bebida,aceitei.Veio sentar-se a meu lado um homem,de estatura mediana,magro e simpático.Começou a conversar comigo,e contou-me a sua vida;era
casado,mas no dia do seu casamento a mulher tinha tido um desastre de carro.A sua mulher havia ficado
para sempre confinada a uma cadeira de rodas,e ele tinha que ter alguém.......para a sua vida sentimental!
Comecei a sair com ele,e no fim de um mês,resolveu por-me casa.Um apartamento de duas assoalhadas,
mobilado na Av. de Roma .Como era casado só podia vir ver-me durante a semana! Fiquei toda contente 
porque ficava com os fins-de-semana livres para o João.Um para me dár o que eu precisava e o outro para me dar amor.E de que maneira nos amávamos!    

domingo, 21 de abril de 2013

Reencontro em Coimbra

Coimbra
 
Andamos as duas à procura de trabalho,a época de teatro já havia começado,não encontrávamos trabalho em parte alguma.Até que um dia vimos num jornal,um anúncio para empregadas de mesa de bar,em Coimbra.Combinamos ir,e eu lembrei-me que quando da minha estada em Praia de Mira,havia conhecido um moço,que vivia e estudava em Coimbra,que se chamava João Paulo.Ele possivelmente saberia como nos encontrar um  quarto para as duas .Mete-mo-nos a caminho e ao chegarmos
a Coimbra dirigi-me à morada do João Paulo.Fomos recebidas por ele,o qual nos disse que iria averiguar,como e onde podia-mos encontrar alojamento,mas enquanto isso,se aceitava-mos ir almoçar com ele.Aceitamos,e fomos direitas ao bar.Aí a dona do bar,foi muito simpática connosco,e disse-nos que se trabalhasse-mos bem,teríamos direito a comida e quarto,mas que devia-mos de recolher assim que o bar fechasse,e nada de namorados.Só começaria-mos no dia a seguir.Telefonei ao João Paulo e disse-lhe que tínhamos sido aceites,e que começávamos no dia seguinte.Visto isso,ele então retorquiu que podíamos ir jantar já que naquele dia não tinha-mos nada para fazer.À hora marcada o João Paulo apareceu mas,não vinha sozinho,com ele vinha o Zé Manel,seu primo e apresentou-o à Lucy.Entretanto jantamos,passeamos,fomos beber uns copos.
Partilhamos experiências com cautela,sem revelar-mos muito.Contei-lhe que tive de afastar-me de Portugal,
e afirmei que precisava muito de mudar de ambiente.Ele perguntou-me se voltava definitivamente,respondi-lhe que sim,agora tinha voltado de vez."Tentei,disse-me ele,não pensar em ti,mas,nunca mais me esqueci de ti."Nem eu de ti,confessei,sentindo que corava."Ele agarrou-me a mão e disse,foi uma sorte encontrar-te
outra vez,não quero voltar a perder-te".Tinha acabado a noite,eles levaram-nos até à pensão.Batemos há porta,carregamos na campainha uma quantidade de vezes mas,fosse corte de corrente,ou fosse o nosso Karma,ninguém nos abriu a porta.A Lucy veio dizer-me que se ia embora com o Zé Manel,pois ele tinha um quarto onde podiam dormir.O João pegou na minha mão,e não dizendo nada levou-me para uma pensão com duas camas.Mas a meio da noite,comecei a pensar que ele era muito bonito,tinha um corpo fantástico,um cabelo negro ondulado,uns lábios grossos,que só apetecia beijar,enfim o homem com que eu tinha sonhado toda a vida.E sem pensar duas vezes,meti-me na cama com ele!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Chegada a Lisboa 

Chegamos a Lisboa num dia solarengo mas,já nos princípios de Outono.Não fui logo a casa de minha mãe,porque tinha que arranjar
quarto. Procurei com a Lucy e encontrei um, em casa de uma Sra.,
atrás da Cervejaria Portugália.A Lucy, foi para casa da mãe que vivia
no Campo Sant`ana .
Estava muito ansiosa para ver a minha filha.acabei por me dirigir a casa de minha mãe.A minha filha estava linda,muito gordinha,refilona.
e mandona.Perguntava-me muitas vezes "Quem és tu?"Mas embora a

minha mãe lhe dissesse,"é a tua mãe",ela respondia,"Não,quem é a minha mãe és tu!"Naquela altura não liguei muito,achei até que era natural,porque ela a mim só me estava a ver agora.Mais tarde a minha mãe,disse-me que o meu padrasto,tinha recebido uma carta do pai do Aristos Modinos,dizendo-lhe que o seu filho havia tido um desastre quando da minha partida para Portugal,e que ele (pai),estava a escrever essa carta em nome do filho,a pedir para me casar com ele.Nessa carta o pai dizia assim,"O meu filho é jovem 
bem parecido,podia ter todas as mulheres que quisesse,mas não,nunca mais se prendeu a nenhuma.Agora que sua filha partiu,não sabe o que fazer.Podia ter todas as mulheres,mas não quer nenhuma,a não ser a vossa filha."Vou até mandar-vos uma carta que ele escreveu para ela.Peço-vos para me darem conhecimen-
to do que a vossa filha decidiu A carta dele dizia assim: "Não vais acreditar nas saudades que me possui.A razão principal é o meu amor e o facto de não me habituar a estarmos tão longe um do outro.Acontece que passo acordado a maior parte da noite,pensando em ti:e de dia,quando chega a hora em que te visitava,os meus passos levam-me,verdade seja dita,ao teu quarto,mas não te encontro aí,regresso de coração triste e
desconsolado,qual amante rejeitado.Pensa o que tem sido a minha vida,quando só encontro o meu repouso
na labuta,e o consolo no infortúnio e na angústia.E assim só te digo que te adoro,volta meu querido amor."
O meu padrasto,queria que eu lhe dissesse o que deveria de responder.Eu olhei para ele e disse:"Desculpe!"         

sábado, 6 de abril de 2013

Partida de Chyprus

Mapa de Chyprus

Um dia eu e a Lucy nos zangamos com o chefe do ballet,e queríamos 
deixar de trabalhar para ele.Então o chefe pediu-nos que fizesse-mos  mais
uma terra com ele e depois voltávamos todos a Portugal.Nós acreditámos.
Fui-me despedir do Aristos Modinos,assim se chamava o moço,disse-lhe
que voltaria.dei-lhe a minha morada,(a da minha mãe).Ele chorou e disse que
me esperava.Só que quando nos metemos no barco para seguirmos viagem,
o chefe nos chamou e nos disse que tinha comprado bilhetes de regresso para nós as duas e que nos ia desembarcar em Itália e daí que regressasse-mos a Portugal com bilhetes de comboio! Que podia-mos nós fazer?Éramos duas miúdas sem dinheiro e sem possibilidades para nada!
Voltamos pois a Lisboa,ao fim de dois anos de digressão.
Pelo caminho,pelo extenso caminho que entretanto fomos percorrendo,aprendemos que as relações,
quaisquer que sejam,se desgastam,se interrompem,terminam abruptamente,são deixados cair por desuso
e circunstâncias várias.      

Chegada a Chyprus

Praia Kerinia

Chegamos a Chyprus,a nossa pensão era numa ponta dum cais,ouvia-se o 
rumorejar das águas calmas a embaterem com a cadência perfeita contra a pedra.O nosso trabalho era ali perto.Gostei logo do sítio.Começamos a trabalhar dois dias depois.Nos dias que se seguiram gostei da terra,do mar e até das pessoas.Um dia no crepúsculo do bar,cheio a uma hora tardia,os focos de luz caem sobre a banda que actua no palco ao fundo da sala.
Sentado num canto discreto,ele observa a sala,enquanto os amigos,se entre-
teem a beber cerveja,e falar de trivialidades.Noutra mesa um pouco distante,estou eu.Ele repara em mim e eu também o observo,e gosto do que vejo.Tem uns olhos azuis bonitos,um corpo atlético,é mais alto que eu,
(só tem uma coisa que eu não gosto,é louro).Ele levanta-se e vem sentar-se à minha mesa.Ficou ali a 
conversar,ele encantado comigo e eu admirada com as surpresas da vida,a pensar quem diria que me ia acontecer hoje uma coisa assim......coisas boas da vida.....
Eu não fui presa fácil não me deixei cativar de um dia para o outro.Um dia eu,ele a Lucy e o namorado, azerfomos a uma praia maravilhosa,nadar e fazer caça submarina.As praias Chypriotas,são de uma beleza rara! Fosse pelo que fosse,na volta fui fazer amor com ele,dizendo-lhe que não queria um compromisso.
Continuamos a fazer amor e a ser felizes.Eu,avisei-o que não o amava,só queria companhia enquanto aqui estivesse.Ele sorriu,não levando muito a sério.Concordamos tacitamente com estes termos.No entanto,a relação foi durando,fomos nos conhecendo melhor,não nos afastamos mais um do outro.Pelo contrário
estávamos sempre juntos.       

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Partida do Cairo

Pirâmides do Cairo 
  
Andamos depois no mercado muçulmano,que era uma coisa que eu adorava
ver,pois o brique-braque que se encontra lá,era fantástico.Tiramos fotografias,eu com a família,ou só com as crianças.
Como já eram horas para o ensaio,foram por-me no "Cabaret"onde já se encontravam as minhas colegas e o chefão.Levei uma "bronca"por chegar atrasada,com o meu chefe era sempre assim,era muito amigo,mas,não perdoava.Mas,eu pensei que tinha sido bom.No dia seguinte ele procurou-me novamente para sair-mos mas,eu disse-lhe que tinha que ensaiar e que portanto,não podia sair com eles todos os dias.E aparte isso naquele dia,eu tinha de ir à procura de uma sauna porque andava a criar barriga.
O George,prontificou-se então em levar-me.Fiz uma semana de sauna onde perdi 10kg.Fiquei fantástica!
Entretanto,o nosso contrato chegou ou fim,e de um dia para o outro o nosso chefe,comunicou-nos que no dia seguinte íamos tomar o barco para Chyprus.Despedi-me do George,dizendo que lhe escreveria.
Quando estava-mos no barco apareceu-me a Lucy dizendo que o barco não largava,porque o George havia
feito com que continuasse atracado,para falar comigo! Que seria que ele me queria?! George com a face transtornada pediu-me que eu não fosse porque ele me amava.Pedi-lhe desculpa.que no fundo da minha
alma,sabia que não tinha feito nada para provocar aquele acontecimento,e que tinha uma filha e família em 
Portugal.Ele retorquiu que pagava tudo mas,que eu o aceitasse e casasse com ele.Disse-lhe um NÃO com
todas as forças que tinha.É esta a origem da necessidade de controlar as pessoas e os acontecimentos da
minha vida.Através do controlo do que me rodeava eu tentava criar para mim própria uma sensação de 
segurança.Não existiam cheques,nem surpresas,nem sentimentos para me fazerem ficar.     

Partida para o Cairo

Partida para o Cairo

                                                                                                                            
Em Damasco os dias corriam sempre iguais.Não me convencia que tinha
de deixar entrar alguém na minha vida.Ficamos num hotel,onde um dia
conheci um moço que me convidou para umas bebidas,mas nem mesmo
assim me resolvi.Naquele  momento ainda me achava romântica,pois 
pensava que os homens,eram boas pessoas,e que tudo o que havia passado,
era culpa minha.Naquele tempo a minha auto-estima estava muito por baixo
e num ponto crítico,e lá bem no íntimo não me achava digna de ser feliz.
Continuava a ter esperança de encontrar alguém que pudesse fazer mudar a minha vida,como eu queria.
Partilhava com as minhas colegas,mas ninguém de todas elas me davam respostas para os meus problemas.
Havia uma que  tinha dezoito anos e chamava-se Lucy,mas nem mesmo ela me dava respostas que eu pudesse aceitar.Torna-mo-nos as melhores amigas,e para onde ia uma ia a outra.Damasco foi a terra onde
estivemos menos tempo,só lá ficamos dois meses.
Apanhamos o avião para o Cairo.Foi de todas as terras a que mais gostei.Tínhamos ensaios todos os dias
mas,assim que me via livre das minhas obrigações,íamos ver as pirâmides,andar de camelo ou de cavalo
ao longo do Nilo.Eram fantásticas,aquelas noitadas,onde me levavam  a ver as muçulmanas,a dançar os bailados árabes.Eram uns dias das "Mil e Uma Noites"! Uma noite um cliente,que esteve a beber comigo,convidou-me para almoçar com ele e a sua família pensei se a família também ia,não havia perigo nenhum,e aceitei.No dia seguinte realmente o George Aznavourian,(que se dizia ser o primo do cantor Charles Aznavour),veio buscar-me e espanto meu aparte dos dois filhos,também trazia,imagine-se, a Mulher!
Já tinha ouvido falar que os árabes tinham muitas mulheres,mas nunca pensei que fosse verdade.