| Partida para o Cairo |
Em Damasco os dias corriam sempre iguais.Não me convencia que tinha
de deixar entrar alguém na minha vida.Ficamos num hotel,onde um dia
conheci um moço que me convidou para umas bebidas,mas nem mesmo
assim me resolvi.Naquele momento ainda me achava romântica,pois
pensava que os homens,eram boas pessoas,e que tudo o que havia passado,
era culpa minha.Naquele tempo a minha auto-estima estava muito por baixo
e num ponto crítico,e lá bem no íntimo não me achava digna de ser feliz.
Continuava a ter esperança de encontrar alguém que pudesse fazer mudar a minha vida,como eu queria.
Partilhava com as minhas colegas,mas ninguém de todas elas me davam respostas para os meus problemas.
Havia uma que tinha dezoito anos e chamava-se Lucy,mas nem mesmo ela me dava respostas que eu pudesse aceitar.Torna-mo-nos as melhores amigas,e para onde ia uma ia a outra.Damasco foi a terra onde
estivemos menos tempo,só lá ficamos dois meses.
Apanhamos o avião para o Cairo.Foi de todas as terras a que mais gostei.Tínhamos ensaios todos os dias
mas,assim que me via livre das minhas obrigações,íamos ver as pirâmides,andar de camelo ou de cavalo
ao longo do Nilo.Eram fantásticas,aquelas noitadas,onde me levavam a ver as muçulmanas,a dançar os bailados árabes.Eram uns dias das "Mil e Uma Noites"! Uma noite um cliente,que esteve a beber comigo,convidou-me para almoçar com ele e a sua família pensei se a família também ia,não havia perigo nenhum,e aceitei.No dia seguinte realmente o George Aznavourian,(que se dizia ser o primo do cantor Charles Aznavour),veio buscar-me e espanto meu aparte dos dois filhos,também trazia,imagine-se, a Mulher!
Já tinha ouvido falar que os árabes tinham muitas mulheres,mas nunca pensei que fosse verdade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário