| Damasco |
cara toda cortada,contou-nos que havia ficado assim,pois tinha prometido ir
dormir com um cliente,e como não foi........
Aquilo nunca mais me saiu da cabeça e prometi a mim mesma que jamais
prometeria a ninguém ir dormir;quando algum se insinuava eu,dizia que ia
pensar,e bebia,bebia até "cair",e no final da noite o meu chefe e a sua
mulher,como eu era a mais novinha do grupo,pegavam em mim e levavam-
-me para a pensão.
Assim se passaram alguns meses. Até que um dia,(a nossa pensão tinha uma varanda sobre o mar),joguei a
fotografia do João Augusto,rasgada no mar.Nunca mais queria sofrer por amor!
No dia seguinte,tivemos conhecimento que íamos embora para a Damasco-Sirie.E foi também nesse dia que
tive conhecimento que o dono do Cabaret onde trabalhávamos,estava apaixonado por mim. Uf ainda bem que nos fomos embora!.Quando a tarde termina,chegamos a Damasco,o céu abre-se sobre a cidade e um sol frágil irrompe por entre as nuvens douradas que se dispersam lentamente a favor de um vento suave.
Observo a noite a descer pelos prédios,as sombras que crescem,pesadas,os candeeiros que se acendem,reparo no movimento,nos passos abafados dos transeuntes ensímesmados.Depois é o desfazer de malas,o jantar pois amanhã será dia de ensaios.