| 2º trabalho-Lavandaria |
Aí fiquei a saber que o Fernando meu marido,também se havia deslocado a Coimbra para me procurar,viria falar comigo no dia seguinte.Nessa tarde ele veio e ajoelhado a meus pés,implorou-me que voltasse para ele,Não quis! Não voltaria a ter aquela vida miserável,nem a viver em casa de pessoas estranhas,(porque estávamos a viver num quarto em casa da madrinha do Fernando que vivia no mesmo andar do que a minha sogra).
Voltei a viver em casa da minha mãe,e esta através da mãe da minha madrinha de casamento,arranjou-me um emprego numa lavandaria chamada Cambournaque(fábrica).Aí conheci um rapaz que também aí trabalhava e que morava para os meus lados.
Como a minha mãe me dava dinheiro para o autocarro,todos os dias,resolvi por vezes,vir mais esse colega a
falar e a rir que era uma coisa que raramente fazia em casa,e guardava o dinheiro do autocarro.Em minha casa havia o uso de almoçarmos ao meio-dia,e jantávamos ás vinte em ponto.Houve um dia em que fomos ver os festejos de Sto.António em Alcântara,e quando cheguei a casa o meu padrasto,disse-me que não admitia p.... em casa se eu queria ser uma tinha de sair de casa! Esperei que ele saísse e a seguir saí eu.Ele ia todas as noites ao café,e por isso foi fácil.A minha mãe disse para a minha"avó" que já sabia que quando ele me chamou aquilo que me chamou,que eu sairia de casa.E assim aconteceu.Só que por volta das onze horas arrependi-me e fui sentar-me nas escadas da minha mãe.Esperei que a minha mãe me ouvisse,e viesse abrir-me a porta,mas não ninguém quis saber de mim.Não sei se foi imposição do meu padrasto,ou a minha mãe não me ouviu,nunca soube.
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