sexta-feira, 26 de abril de 2013

1ª Casa na Av. de Roma

Av. de Roma    
Quando tinha que ter relações com ele,é que era pior!
As relações são estruturantes na nossa vida.Ganhamos sentido e identidade quando nos jogamos na relação com o outro.Ao longo da vida construímos e desconstruí-
mos muitas e variadas relações.
O que sentia era vergonha,medo,ira,impotência,pânico,desprezo,piedade,despeito,e repulsa.Mas,com estes fortes sentimentos em conflitos era com o que teria de debater-me se me permitisse sentir alguma coisa,preferia não sentir nada!
E assim continuava o nosso relacionamento.......
Até que um dia era final de semana,o João Paulo,veio ter comigo,e ficou o fim-de-semana.Sem eu me dar conta,no domingo,já tarde,estava o João a recolher as suas coisas para ir para a Ota,ouvi meterem chaves à porta.Só podia ser o Ferreira;o que me salvou,foi a casa ter uma varanda que dava a volta toda à casa,ou seja ia do meu quarto até à sala,e foi assim que o João Paulo,pegou na mala e enquanto o outro entrava ele saía pela sala.Mas foi um enorme susto!
Mas o assunto não ficou por ali,pois o João Paulo sem crer ,havia deixado a sua farda,no meu roupeiro.
Quando O Ferreira foi pôr o seu casaco,deu de caras com ela.Quis saber de quem era e eu.......disse-lhe!
Então ele com muita calma tirou-a e pôs-la no braço e disse-me para dizer ao dono da farda,se a queria teria de se encontrar com ele ás dez horas da noite ao pé da estátua do Marquês de Pombal.Quando o João
Paulo me telefonou,eu disse-lhe o que se havia passado,e ele foi ter com o outro ao local combinado.O Rodrigues devolveu-lhe a farda,mas até hoje não sei o que conversaram..........
Só sei que depois duma cena daquelas,comecei há procura de uma saída para a minha vida.Eu conhecia uma moça de nome Ivone,a quem contei a história.Ela deu-me de conselho esperar uma semana,se ele não aparecesse,como ela andava  à procura de casa,talvez nós pudesse-mos arranjar casa a meias.Esperei uma
semana,e quando eu começava a fazer as malas para me ir embora,um belo dia o Ferreira apareceu.
Perguntou-me:"Há quanto tempo dura isto?" E eu respondi-lhe:"Já há dois anos,como vês muito antes de tu chegares".Diz-me perguntou ele:"Se eu tivesse aparecido antes dele,ainda assim tu o aceitarias?" 
Aí eu tive pena dele,e menti-lhe: "Não,não teria"!
Ai acabaram as mentiras,aí acabaram as vindas  

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