domingo, 14 de julho de 2013

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                          Camionista                                                                                                 Para camuflar a saudade,o engano,a falta de amor,comecei a sair com dois amigos meus,um com setenta anos outro com setenta e cinco.Pedia-lhes para eles me levarem a um bar,propriedade de uma espanhola,minha amiga e que sabia também da história. O João Paulo ia quase todos os dias ao cair da tarde.Ele quando me via não ficava muito tempo,mas a mim dava-me para matar saudades. A pouco e pouco,o José Araújo,(o camionista),começou a ganhar terreno no que dizia respeito conversações,companhia,mas ir com ele para um âmbito mais íntimo isso é que não. O Zé e eu ía-mos a Nacála,a
Camionista             
Quelimane,Téte,mas ele ficava num quarto e eu noutro.Ele gostava que eu fosse nas viagens,porque eu cantava,contava anedotas.ria contava-lhe partes da minha vida.Numa dessas viagens,ele contou-me que era
casado,e aí a nossa convivência esfriou um pouco.Eu não queria casar-me com ele,mas também não queria dar-lhe cabo da vida.Eu pensava que a vida tinha que seguir o seu caminho,e tentar esquecer o João Paulo.
Um dia soube que ele tinha ficado com uma posição de Director Tranzambézia Ralways em Inhaminga.E só para o ver durante cinco minutos,fiz uma viagem de 200Km! E viu.....e a seguir seguimos caminho,e foi nesse dia,que num acto de raiva e vingança,fui com o José Araújo para a cama.Porém,quando não há paixão,quando simplesmente não existe,o que pode provocar é incompreensível.A nossa cama só hospedou clamores mentirosos,eu simplesmente não me mexia sentia os movimentos dele dentro de mim,e como mulher observava tudo sem participar,achava-o até tremendamente ridículo.No final eu só dizia para mim que este não era o outro,são diferentes,o outro enganou-me,este não,posso confiar nele.Por isso,desta vez não vou confiar totalmente,não vou entregar a minha alma cegamente.  
            

    

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