terça-feira, 12 de novembro de 2013

Princípio de vida em Portugal

Curso de informática 
Estávamos a almoçar em casa da minha amiga,quando chegou o filho dela
A frase que lhe saiu foi,"Então primeiro eram dois,agora já são quatro a
comer à borla?"Não fizemos nenhum sinal entre nós mas,foi instantâneo
levantámo-nos todos ao mesmo tempo,e já não comemos mais nada.A
minha amiga pediu-nos desculpa,mas já não houve nada a fazer.Eu nesse
mesmo dia com o dinheiro que havia trazido,mais algum dos meus filhos
fomos arrendar uma casa,na mesma rua da minha amiga e mudámo-nos.
Dormimos no chão,mas começámos nova vida.
A princípio tudo me parecia impossível,mas depois de algum tempo,esta garra que nunca me abandona,
voltou novamente.Peguei no Jornal e procurei emprego.Nos primeiros dias foi difícil.Depois tive uma conversa com os meus filhos e resolvemos que iríamos pôr dentro de nossa casa,um hóspede.A minha
amiga Antónia,talvez para se redimir daquilo que o filho nos havia dito,arranjou-me um rapaz para o quarto
o qual,era partilhado com o meu filho PJorge.Na sala,ficaram o Zé e o JCarlos.Fui tirar um curso de informática,que naquele tempo ainda era Msdos,ao mesmo tempo arranjei um emprego em Moscavide.
Daí a dias a MªAntónia,voltou a arranjar-me emprego para os meus dois mais velhos numa fábrica de roupeiros.Por fim estávamos todos empregados! Mas a minha vida era uma correria.Começava ás 6,30h
da manhã,a fazer marmitas para eles levarem, dar o pequeno almoço ao mais novo,e a deixar-lhe o lanche para a tarde,e jantar para todos.Ás 7,45h apanhava o comboio para Lisboa,e aí o autocarro para Moscavide,onde tomava o 1ºcafé.Quase sempre o meu patrão só chegava por volta das 14h.Tinha portanto
toda a manhã para trabalhar procurando novos clientes fazendo contactos.Há tarde saía por volta das 19h.e
ás 20h.tinha aulas até ás 22h.Vinha a pé pela a Av. da Liberdade,e apanhava o comboio para o Cacém por
volta das 22,30h.chegando a casa ás 23,15h..E lá começava tudo outra vez.....
Foi nessa altura também que fomos a Condeixa buscar as nossas coisas.Quando abri a porta da garagem,
quase desmaiei pois as melhores coisas tinham desaparecido,assim como o carro!O desgraçado do Zé(grande),não contente por nos ter abandonado,ainda se sentiu no direito de escolher e levar tudo aquilo que quis! Um dia telefonou-me do Canadá,mas recusei falar-lhe.O que disse aos meus filhos foi:"Não vos posso impedir de falarem com o vosso pai,mas comigo ele não falará nunca mais!".

















 

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