quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Baptizados

Três Baptizados 
Porque é que as mulheres engravidam sem amor?
Porque é que Deus permite tal coisa?
Será para que os nossos filhos nos ajudem a superar este infortúnio?
Há noites que duram mais,horas lentas que nunca mais passam.As estrelas brilham lá fora,mas no meio peito há sonhos e desejos inconcretizáveis.....
Fecho os olhos e viajo para Mundos únicos.....a minha noite é feita de ausências,
tristezas e lágrimas,saudades de um amor,que já me fez sonhar,e que agora está longe,muito longe......
Hoje tenho este que me corroi por dentro,e os meus filhos.E por eles levarei a cruz ao calvário! Mas,penso que embora a lua e as estrelas brilhem lá fora,eu sinto que nunca poderei ser feliz,até ao dia em que lhe possa dizer....."O verdadeiro amor nunca morre".Mas,quando,
quando é que isso será,meu Deus?
Resolvemos baptizar os miúdos,tenho pelo menos três casais fantásticos,um é a D.Emília e o Sr. José o seu marido,que foram os padrinhos do Zézinho,(o mais velho).A D. Maria Santos e o marido o Rui,foram os padrinhos do mais novo,o Carlos.A D.Lourdes e o Sr.João foram os padrinhos do Jorge,(o do meio).Foi uma festa muito bonita.Mas nessa noite,soube que iria haver uma nova mudança nas nossas vidas.O Zé resolveu ir trabalhar para uma mina em Arthurus,que é uma povoação que fica a 80km de Salisbury.Vamos nos mudar no fim do mês.Teremos direito a uma casa com três assoalhadas.O sítio não é feio mas,ficarei longe de todas as minhas amigas,e já não poderei trabalhar.
E foi aí que comecei a sentir mudanças no Zé (pai).Começou a tratar os miúdos,com tareia! As vezes por coisas pequenas.....os meus filhos não gostavam de sopa de nabos,como não queriam comer,apanhavam!
O meu Zézinho tinha um problema,obrava nas cuecas.Não conseguia chegar á casa de banho a tempo....o pai em vez de o ensinar,pegava no cinto e batia-lhe!!! Foi um inferno o ano e meio que estivemos lá.Um dia com os nervos peguei no carro,para levar os miúdos à escola,e como estava cheia de pressa,cheguei a um sítio onde estava um carro parado,e do outro havia uma parede,carreguei no acelarador e risquei o carro de uma ponta à outra! Há noite encostei o carro na garagem junto à parede mas,o Zé (pai),já sabia,mas fez de conta,e disse-me que ía tirar o carro da garagem,mas eu sempre arranjava algo para ele não o fazer.Quando por fim tirou o carro,tivemos três dias sem nos falar-mos.


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