| Separação delorosa |
trabalhávamos muito perto uma da outra,e a casa dela ficava na baixa de
Johannesburg.Um dia ela já farta das fitas do George,pôs-lo na rua.A partir daí,ia mais vezes lá casa,quando não tinha que ir para a loja de takeway.
Continuava a escrever-me com o João Paulo,e numa dessas alturas,ele contou-me que a mulher o havia abandonado,com contas por pagar,já não
tinha luz,sentia-se cansado e doente,com as prestações da casa também em
atraso. Enfim a vida dele estava um caos.Senti muita pena dele,pois conhecendo-o como eu o conhecia,sabia o que ele estaria a sofrer.
Continuei a viver a minha vida sem nexo,sem nenhuma alegria,somente aquelas que os meus filhos me davam.Assim,houve um dia em que o pai pediu ao PJorge que o ajudasse a
segurar um parafuso no carro,mas que o tinha de segurar direito,o puto ao fazê-lo,descuidou-se e move-o da marca.O pai,não foi de modos,deu-lhe com o martelo em cima da mão,a qual começou logo a inchar.E
gritei com ele que nem uma doida,chamei-lhe troglodita,bruto e estúpido.Ele replicou-me que o que eu precisava era levar também....No dia seguinte,fui falar com a funcionária da Segurança(Walfare),e pedi-lhe para me meter no Boys Town,também aquele filho,pois o pai só sabia era bater-lhes,e eu já não tinha coração para ver os meus filhos serem tratados daquela maneira.Levou apenas uma semana a concluir o processo de meter o meu filho PJorge,na escola interna.No dia da despedida,parecia que me arrancavam as
entranhas.Parecia que o Mundo acabava ali!
Há muito que o Zé não me procurava como mulher,pois dizia que estava cansado da loja,mas devo confessá-lo que se ele me procurasse,depois de eu pôr os meus filhos fora de casa,por causa dele eu não lhe perdoaria,e não me sujeitaria a tal.Deus quis que ele nem sequer tentasse!
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