quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lagrimas

Lagrimas
 No fim de semana telefonou-me e disse-me,para eu ir ter com ele a Lisboa,
que me esperaria na Estação do Rossio.Vesti-me e arranjei-me,e quando estava já dentro do comboio.(Sintra),parecia que nunca mais chegava mas,
o meu coração esse,já tinha voado para lá.Eram sempre assim os nossos encontros.Quando cheguei,ele beijo-me,como sempre fazia,e levou-me para um clube eram mais ou menos 21h.,mas lá dentro não havia ninguém.Porém a musica tocava a nossa musica "I always loving you".Dançamos agarrados só os dois com a pista toda para nós.O ambiênte era escuro,a iluminação dava um tom azulado que se reflectia nas paredes.Eu encosto o rosto ao seu peito,e ele beija-me o pescoço
Queria prolongar aquela tarde,mas,a musica acaba,acendem-se as luzes e a magia desvanece-se.Ele diz-me
"Tenho uma coisa para te dizer,que sei que não vais gostar" "Diz lá,disse-lhe eu",sabendo já à partida que a
minha vida ia conhecer mais um tombo.Então ele  disse-me que tinha recebido ordem de marcha para ir fazer uma comissão em Moçambique! -Já havíamos estado separados por pequenos períodos de tempo,
mas agora era por dois anos! Que ia eu fazer meu Deus?!
Voltamos para casa,eu mal falava,estava triste,tirei os sapatos e enrosquei-me no sofá chorando.Ele vem devagarinho ajuda-me a levantar,envolve-me com os braços e puxa-me para ele.Diz-me "Não chores,nós
havemos de arranjar uma maneira".Solta-me o cabelo apanhado no alto da cabeça,deixando-o cair pelos ombros,prende-me atrás da orelha com os dedos,começa a beijar-me no pescoço,afaga-me as costas,encontra o fecho do vestido,corre-o até abaixo,beija-me no ombro,faz deslizar a alça de um lado,
depois do outro.Eu deixo cair os braços com um sorriso resignado,o vestido escorrega pelo corpo,flutuando
a meus pés.Damos um passo ao lado abraça-mo-nos,beija-mo-nos dançamos.A minha mão procura o peito dele,os meu dedos soltam um a um,os botões da camisa,desaperto-lhe o cinto das calças,o botão,o fecho.A musica acaba...A roupa fica espalhada pelo chão,dirigi-mo-nos para o quarto de mãos dadas,para a cama.
Abandono-me nas suas mãos,sentindo-me como me dissolvesse nele,e penso arrebatada,"Pronto lá vou eu outra vez em direcção ao desconhecido". Mais tarde adormeço agarrada a ele.

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