quarta-feira, 1 de maio de 2013

Gravidez

R: Francisco Tomás da Costa
 Fui morar para a R: Francisco Tomás da Costa,e a vida seguiu o seu curso,entre encontros com o Rodrigues e claro o João Paulo.Um dia meteu-se-me na cabeça que devia de ter um filho do João,E se melhor o pensei.....só que eu estava convencida que bastava amarmos com paixão para que o filho saísse daquela pessoa que nós amamos....Com medo que o Rodrigues ao saber,me deixasse,fui ter com a minha mãe, e pedi-lhe que me desse a morada do meu pai; desde pequena que eu vinha ouvindo a minha mãe dizer,que o meu pai era espanhol,natural   do Haiti,e possuía uma hidroeléctrica,que dava luz para toda a cidade de Port-au-Prince.A minha mãe ficou toda aflita e depois de muito apertar com ela,vim a descobrir a pior notícia da minha vida.Afinal eu era filha de um tal Rodolfo,que fizera a vida negra a minha mãe!O nome que ainda hoje uso,nada mais era do que o de um bom homem,muito mais velho do que a minha mãe,que teve pena dela e me aperfilhou.Se me tivessem dado um soco no estômago não teria feito tanto efeito como aquela revelação! É dificílimo aceitarmos algo que durante tantos anos acreditámos ser verdade,e que no final não é........
Durante a minha gravidez ainda tentei desmanchar,tomando umas cápsulas que fizeram que eu me desfizesse em hemorregias,mas a criança não saiu.Tive que levar a bom termo esta gravidez.O Rodrigues andava radiante,pois como não tinha filhos,julgava que eu lhe iria dar a criança que eu trazia no ventre.
O João não deixou de me vir ver,sempre carinhoso,e igual a ele próprio.
No meu prédio  havia uma rapariga de "Cabaret",que se começou a fazer ao Rodrigues,e este,no espaço de seis meses,comprou-lhe um carro!Só mais tarde vim a saber disto não me preocupei,pois se eu não podia,(ao não queria ter relações com ele),era natural que procurasse noutro sítio.Até que o grande dia chegou,fui levada para uma boa clínica particular e tive uma menina pequenina como o pai.Deus escreve direito por linhas tortas,e eu tive mesmo uma filha do Rodrigues.Entretanto a nossa relação foi esfriando naturalmente,
pois ele foi-se apaixonando pela tal rapariga.Eu comecei a ver que já não podia ficar muito mais tempo naquela casa,a pagar aquela renda sem o contributo de ninguém,mudei-me mais uma vez,fui viver para Campolide,e continuei a fazer a minha vida só parando quando o João Paulo vinha a Lisboa.     

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