| R: Francisco Tomás da Costa |
Durante a minha gravidez ainda tentei desmanchar,tomando umas cápsulas que fizeram que eu me desfizesse em hemorregias,mas a criança não saiu.Tive que levar a bom termo esta gravidez.O Rodrigues andava radiante,pois como não tinha filhos,julgava que eu lhe iria dar a criança que eu trazia no ventre.
O João não deixou de me vir ver,sempre carinhoso,e igual a ele próprio.
No meu prédio havia uma rapariga de "Cabaret",que se começou a fazer ao Rodrigues,e este,no espaço de seis meses,comprou-lhe um carro!Só mais tarde vim a saber disto não me preocupei,pois se eu não podia,(ao não queria ter relações com ele),era natural que procurasse noutro sítio.Até que o grande dia chegou,fui levada para uma boa clínica particular e tive uma menina pequenina como o pai.Deus escreve direito por linhas tortas,e eu tive mesmo uma filha do Rodrigues.Entretanto a nossa relação foi esfriando naturalmente,
pois ele foi-se apaixonando pela tal rapariga.Eu comecei a ver que já não podia ficar muito mais tempo naquela casa,a pagar aquela renda sem o contributo de ninguém,mudei-me mais uma vez,fui viver para Campolide,e continuei a fazer a minha vida só parando quando o João Paulo vinha a Lisboa.
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