segunda-feira, 24 de junho de 2013

Lourenço Marques
  Segui para Lourenço Marques,completamente perdida,porque eu não conhecia ninguém por lá e o dinheiro também não era muito.Um dia estando a almoçar num restaurante,vi um anúncio para esse mesmo local,a pedir quem soubesse falar línguas e tivesse conhecimento de atendimento ao público.Fui falar com o dono e fiquei com a posição,que incluía também alojamento.A vida começou a correr sem grandes sobressaltos.O restaurante ficava defronte da Companhia das águas,não era um grande restaurante,mas como ficava bem situado,estava sempre cheio.Sempre ocupada,não tinha tempo de pensar na minha vida,a não ser há noite quando ia dormir.
Às vezes ficava a pensar que esperava por uma mão que nunca chegava.Esperava que o tempo passasse,esperava que o amanhã fosse melhor.Andava à espera de uma motivação de um reconhecimento.
Mas essa espera não tinha fim.Tinha posto a minha felicidade em Stand by,como se a vida se pudesse colocar dentro dum baú e depois lá fossemos buscá-la quando nos sentimos preparados.Mas,felizmente a vida corre a cada segundo e temos de ser nós a criar o próprio impulso.Dar um murro na mesa e gritar para todo o nosso corpo e mente.Basta!Eu mereço ser feliz e também sei que tenho que fazer por isso.Não basta desejar,é preciso agir.E mesmo que tudo pareça complicado,quanto mais arrumamos a nossa vida a um canto,mais nos abandonamos e controle perdemos acerca do que somos.E tudo isto para dizer que não podia esquecê-lo.....Assim passei dois meses,até que um dia um colega do João Paulo,entrou no restaurante.Não liguei nenhuma,mas passado alguns dias o João Paulo apareceu-me e depois de conversarmos muito a sério,ele disse-me que me vinha buscar.Uma das frases que me disse,que ainda hoje recordo foi "Duvida da luz dos astros,de que o Sol tenha calor,duvida até da verdade,mas confia no meu amor."

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