sábado, 1 de junho de 2013

Porto Amélia - Moçambique

Porto Amélia 
 Passo pela porta que dá acesso ao átrio,ele acena-me,acompanho o seu
movimento pela rampa de saída aliviado por me reconhecer,e por ver que estou ali sorrindo-lhe de longe.Espera que eu passe por um funcionário que
confere uma fila interminavel de malas encaixadas umas nas outras.
Encontramo-nos por fim,abraçamo-nos,beijamo-nos,e as dúvidas desfazem-se nesse beijo ansiado.Amo-o,não mudou nada,foi só o tempo que passou.
Chegamos à praia onde o João Paulo arrendou uma casa.É uma casinha na
praia,com telhado de colmo,pequenina.A praia a esta hora,é um imenso areal
dourado,deserto,o mar sereno vem morrer na areia molhada,recolhendo-se na maré vazia.O sol desaparece
devagarinho em poucos minutos.
Entramos em casa,tem um pequeno wall,e no quarto para o qual a minha atenção foi capturada.Estava um
espanto;em cima da cama,repleta de pétalas de rosas vermelhas,e numa mesa ao lado,duas velas,dois copos
e champanhe.Tudo se conjuga para o que se vai passar ali.Muito lentamente,sem pressas,ele puxa-me as
calças de seda,até aos pés,lenta e cuidadosamente.Depois com um estremecimento de indizível prazer,ele
sentiu o meu corpo quente e macio abandonar-se,e beijou-me o umbigo.E teve de penetrar imediatamente no meu corpo.
Ele disse:-Ah,tocar-te! murmurou,acariciando-me a minha pele quente,da cintura e das ancas.
Discutir o que cada um sente nesses momentos,é impossível.Assim tudo o que podemos pensar é que existe
um destino,em que cada um encontra aquilo que é importante para si quando se ama.
E eu amo-o muito,muito,tanto que sinto que este amor continuará para além da morte!

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